Este post será sobre os erros de continuidade ou estranhezas que podem ser consideradas um erro/engano pela escritora, como se ela esquecesse algum detalhe, ou se contradissesse. Este post será modificado.
Claro que eles passam, e as atitudes são moldadas pra dar prosseguimento à história. Pegando um exemplo dessa coleção, Harry Potter podia ter avisado a Severo Snape quando ele achou que viu Voldemort torturando Sirius no Departamento de Mistérios, mas ele, Rony e Hermione simplesmente esqueceram. Assim como esqueceram do vidro quebrado que Sirius havia dado a Harry no Natal, a fim poderem se comunicar com segurança. É bem diferente dum RPG, em que os jogadores nunca fazem o que o mestre pretende (ao menos das poucas vezes em que fui mestre), e são livres pra fazer o que quiserem, não se restringindo ao que é mais fácil ou dá os melhores contornos à história.
Mas chega de preliminares.
O primeiro erro marcante que percebi foi quando Bartô Crouch (o filho), fingindo ser Olho-Tonto Moody, interferia na última prova do Torneio Tribruxo. Pelas noções comuns de magia do universo criado pela autora, mesmo um adulto não poderia ser tão eficiente executando feitiços através da sebe sem ser descoberto. Além disso, conseguiu lançar uma Imperius lá no meio (acertando em Vítor Krum), o que não é sempre que ocorre.
Além disso, ele conseguiu passar o ano sem ser descoberto. Teve muita sorte de pegar o Mapa do Maroto de Harry. E surpreende que o verdadeiro Moody deu informações a ele (de como se comportar) enquanto estava preso no malão. Ele podia ter se negado, sacrificando a vida por algo maior, ainda mais que ele fez parte da Ordem na época dos pais de Harry. E além disso, Rabicho e o Crouch conseguiram pegar o verdadeiro Moody em casa, ele que é um auror (forte).
Tudo era possível e improvável; de qualquer forma foi o que ocorreu.
Uma coisa estranha foi o comportamento de Sirius Black quando a Harry, Rony, Hermione e ele estão na Casa dos Gritos. Ele se comporta como se fosse matar um deles. Sabe, se ele sabe que não foi um assassino, não precisa ameaçá-los, nem brigar com Rony, nem agir daquela forma esquisita. Achei bem confusa aquela parte do terceiro livro.
Rabicho é sempre tratado como um bruxo fraco ou médio, que gostava de adular os outros. Mas então como foi que ele explodiu uma rua inteira matando 13 pessoas? Isso com a varinha escondida, às costas. Putz, nem Voldemort conseguiu explodir uma bomba assim. Ninguém mais fez isso.
Também foi estranho Sirius ficar rindo como um louco após o ocorrido. Claro que isso foi um relato de um personagem (sujeito a distorções), mas de qualquer forma pareceu um pouco forçado pra formular a imagem de Sirius.
Por falar em Voldemort, ele passa mão no rosto de Harry logo que recupera seu corpo, no quarto livro. Carinhoso demais. Passa a mão no rosto e depois tortura e tenta matar. Podia ter dado um soco em Harry, ou uns tapas, em vez de um meigo toque no rosto. Ou será que ele era tão nobre a ponto de não dar dano com meios não mágicos?
Outra estranheza é, no dia em que Voldemort (na época em que ele estava como um bebê) e Rabicho invadem a casa dos Riddle, o dia era de pleno verão e as lareiras estavam acesas. Claro que não é exatamente contraditório, pode fazer parte da tradição das pessoas no universo dos livros, mas gostaria de saber se a autora se flagrou disso.
No sexto livro, Malfoy tem a oportunidade de matar Harry quando o pega no Expresso de Hogwarts. Nem que não fosse com magia, poderia fazer alguma coisa. Contudo, não o faz. (Talvez Voldemort não gostasse.)